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20 de ago de 2006

Encontramos o Professor

O professor da foto, que não lembrávamos quem era, entrou em contato por email e deixou a seguinte mensagem:


Eliana/Alcione,

Vocês acabam de achar mais um jurássico dos idos do Conselheiro, de 1970. Meu nome é Luciano Nogueira Martins e sou o professor desconhecido que aparece na foto feita na sala de aula, com um grupo de 5 alunas.
Não me admiro de que não me reconheçam pois na verdade eu apenas substituí a professora “oficial” de Português de vocês, acho que numa licença de gestante. Portanto, nosso contato foi bastante curto; menos de 4 meses.
Lamentavelmente, até por isso mesmo, não consegui reter os seus nomes e – tenham certeza – isso pode ser um bom sinal. Professores normalmente se lembram dos maus alunos, daqueles que causam problemas, que não demonstram comprometimento com a escola, etc..
Devp dizer que me senti agradavelmente surpreso ao ver a foto na internet; é o único registro que passarei a ter de minha passagem pelo Conselheiro e também daquela fase de minha vida em sala de aula.
Eu estava com 24 anos, no segundo ano do curso de Letras Neo-Latinas, na USP, e iniciando a carreira de professor. Lecionava basicamente no Homero Rubens de Sá, na Vila Galvão ( que ainda era no prédio do lago) e fui indicado para tal substituição através de uma amiga, a Maria Aparecida ( Cidinha), que dava aula de Pedagogia para as turmas do Normal. No Homero fui também colega de uma provável professora de Francês de vocês, que os alunos detestavam, era conhecida pelo “carinhoso” apelido de Baianinha....
Da minha passagem pelo Conselheiro, guardo com muito carinho a lembrança do Bacan ( que era vice-diretor), do Prof. Salem (com seu cigarrinho de palha e o passo do elefantinho) = parodiando a propaganda, “terrível para os alunos, mas bom para os alunos). Da Dilma (de inglês), do Wanderley (desenho) e do indefectível Néfi Tales, com sua mania de ficar limpando os dentes com a unha do dedo indicador (ninguém podia imaginar o que ele viria a se transformar depois). Sem falar que minha esposa se formou também no Conselheiro (turma normal de 1970 – importante: não a conheci aí na escola, sim no Jardim Bebedouro, onde ela veio trabalhar depois casamos em 1975). Chama-se Margaret Winder e morava na única residência que ficava na quadra da escola, na esquina da Av. Nossa Senhora Mãe dos Homens. O pai dela é aquele alemão chato que segurava as bolas do pessoal que ia jogar ali perto da fazendinha....
Feita essa identificação, quero apludir o seu fantásdtico e hercúleo trabalho de pesquisa e a dedicação tão carinhosa e esse desafio de juntar amigos e lembranças. Espero que o evento que estão organizando tenha o mais completo sucesso e se repita muitas vezes.
Lamentavelmente não poderei comparecer, pois tenho um compromisso agendado com uma turma de amigos nesse mesmo dia e horário. Mas faço questão de mandar a todos um grande abraço e a mais profunda asmiração por tão brilhante iniciativa.
Luciano

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